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Parto prematuro pode provocar graves problemas de saúde no bebê

Nascer no momento certo é uma das maneiras de se garantir a saúde do bebê. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 15 milhões de parto prematuro por ano no mundo.

No Brasil, mais de 320 mil bebês nasceram prematuros, em 2015, de acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde. A chegada do neném antes de completar 37 semanas pode trazer graves consequências para ele.

— A primeira consequência é um grau variado de imaturidade dos órgãos, principalmente do pulmão, que é fundamental para a vida por ser responsável pela troca dos gases e a oxigenação do sangue. Se o bebê tem um pulmão que não se desenvolveu o suficiente para cumprir sua, poderá sofrer de insuficiência respiratória

— conta Fernando Martins, neonatologista e diretor clínico da UTI Neonatal da Perinatal Barra.

— As crianças prematuras, principalmente aquelas que nascerem antes de completar 28 semanas, correm o risco de terem sangramento cerebral, dificuldade no controle da temperatura, além de problemas metabólicos e gastrointestinais como a enterocolite (inflamação do intestino grosso e delgado) que é muito grave

— completa Mario Macoto, coordenador científico do departamento de obstetrícia do Grupo Santa Joana.

Por conta destas graves consequências, que pode levar a criança à morte, é preciso prevenir os partos prematuros (veja abaixo), foco principal da campanha “Novembro Roxo”.

— Nascer prematuro não é simples. Existem muitas histórias de superação bem legais, mas do ponto de vista da saúde pública, o nascimento e os cuidados com este bebê demandam o uso de ferramentas tecnológicas que geram um grande custo para a sociedade — afirma Fernando.

Causas para o um parto prematuro

PARTO PREMATURO
Parto prematuro pode provocar graves problemas de saúde no bebê

São muitos os motivos que podem levar uma criança a nascer prematura. Intervalo curto entre gestações (menos de 18 meses), gravidez de gêmeos, hipertensão da mãe e anomalias uterinas (útero de tamanho maior, com anormalidade estrutural, ou colo do útero curto) são alguns deles.

Se a mãe tiver algum problema de saúde como diabetes e doença renal, infecções com febre acima de 38 graus, pré-eclâmpsia, excesso de líquido amniótico ou qualquer outra complicação que possa colocar a vida da gestante e do bebê em risco, o médico poderá pedir a antecipação do nascimento da criança.

Outro fator que pode gerar um parto prematuro é a idade da gestante. O ideal é que a mulher engravide depois dos 17 anos e antes dos 35. Segundo dados do Sinasc, 36% dos partos prematuros de 2015 ocorreram em grávidas menores de 19 anos e com mais de 35.

— Além da questão hormonal, existe a discussão com relação à condição emocional da jovem, que pode ter uma gestação não programada. Do outro lado, a mulher pode ter alguma condição clínica que antecipe o parto, como a pressão arterial — afirma Mario.

Como prevenir

Antes de engravidar, é importante fazer uma avaliação de saúde para detectar possíveis doenças crônicas como diabetes e pressão alta que são fatores de risco para a prematuridade

Se for possível, planeje a gravidez. O ideal é que a mulher engravide depois dos 17 anos e antes dos 35

Comece o pré-natal assim que descobrir a gravidez. Faça pelo menos oito consultas médicas durante a gestação.

Evite se estressar. Situações de muito estressantes podem antecipar o trabalho de parto

Consuma alimentos saudáveis e mantenha uma dieta balanceada

Fique longe do cigarro e das bebidas alcoólicas

Faça exercícios físicos sob orientação médica.

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