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Mãe escreve carta aberta à ex-mulher do marido: “melhores amigas por escolha”

Mãe escreve carta aberta à ex-mulher do marido: “melhores amigas por escolha” esse texto emocionou internautas e já foi republicado em mídias de diversos países.

No último dia 3 de dezembro, a australiana Julie Rigney resolveu homenagear a amiga Emma Howarth, por ocasião de seu aniversário. Julie postou em seu perfil no Facebook uma carta aberta para Emma, onde ela conta como conheceu a amiga e dá detalhes da relação das duas. A carta emocionou muita gente e acabou divulgada em publicações de diversos países. O motivo? Emma é nada mais, nada menos do que a ex-mulher do marido de Julie e tem com ele um filho de 11 anos.

Mãe escreve carta aberta à ex-mulher do marido: “melhores amigas por escolha”

MÃE ESCREVE CARTA ABERTA À EX-MULHER DO MARIDO
Mãe escreve carta aberta à ex-mulher do marido: “melhores amigas por escolha”

Abaixo, a carta.

“Uma carta aberta para a Emma Howarth.
Coparentalidade por acaso, melhores amigas por escolha.

Hoje é o seu aniversário e pensei em aproveitar esta oportunidade para compartilhar esta carta contigo. Voltemos o relógio… O ano é 2009 e estou perdidamente apaixonada pelo seu filho de 2 anos e o pai dele.

Devo admitir que não dediquei um segundo do meu pensamento para você. Eu estava começando um relacionamento com um homem e o filho dele. Simples, certo? (a Julie de 20 anos era um pouco ingênua). Errado. Em ambos os casos.

A verdade é que eu estava iniciando um compromisso de longo prazo com o homem que amava, o filho dele e a mãe da criança, e não era algo simples.

Nunca quis gostar de você, nem me preocupar com você. A sociedade nos faz acreditar que é ‘normal’ desprezarmos umas às outras. O plano era falar contigo somente quando fosse absolutamente necessário e você não deveria se envolver em nada do que fizéssemos em nosso período de pais, porque era o tempo da nossa família juntos, *Abana a cabeça*.

Como você sabe isso não deu muito certo. Raramente nos falávamos, mal nos olhávamos e nos tratávamos com desprezo na maior parte do tempo. Não estava funcionando e estávamos infelizes. O nosso filho estava alheio a tudo isso, mas até quando?

Então, algo mudou e me lembro exatamente quando aconteceu. Foi em 2012 e eu tinha acabado de dar à luz ao meu primeiro filho. Algumas semanas haviam passado e, por qualquer razão, tive de sair de casa sem o meu pequeno. Eu estava no carro, dirigi por dois quarteirões, o tempo todo chorando. Chorando porque havia acabado de deixar o meu bebê (aquele que, em silêncio, prometi amar e proteger para sempre), e não importava o fato de que ele estava seguro com o pai, um homem que eu amo e confio. Estava inconsolável.

Naquela noite, quando meu filho adormeceu nos meus braços, isso me bateu com força. Você entregava o seu filho ao pai dele e a uma mulher de quem não sabia nada. Eu nem sequer conseguia compreender o quão difícil deveria ser entregá-lo, involuntariamente, todas as semanas e confiar cegamente de que ele estaria tão bem cuidado, como quando estava com você.

Eu estava cozinhando o jantar do seu filho, dando banho, trocando as fraldas, dando as mamadeiras e lendo para ele dormir. Eu amo o seu filho e o seu filho me ama. A minha mente me dizia que deveria estar grata, mas o meu coração, naquele momento, me falava, claramente, que essa era a pior parte. Isso, a pior parte.

Aquele pequeno ser humano cresceu dentro de ti, foi você quem teve enjoos matinais, sentiu os pontapés e a intensa dor do parto. Você era a única referência materna dele até eu aparecer. Para uma mãe, este deve ser o pior tipo de tortura possível.

Como você deve ter se sentido em todas as vezes que teve que deixá-lo, em todos os dias que ele estava conosco. Eu teria me consumido, ficaria devastada.

Se os papeis fossem invertidos, provavelmente eu teria tido um acesso de raiva, roubaria um banco, raptaria o meu próprio filho e fugiria para os Estados Unidos. Naquele momento, compartilhar meu filho com outra figura materna me quebraria. Eu me recusaria. Não poderia.

A partir dali, você ganhou minha total empatia. Deveria ter acontecido isso desde o início, mas como poderia? Eu ainda não era mãe, eu simplesmente não conseguia entender.
Estou tagarelando… Fica comigo…

Você se juntou a uma página de pais que eu moderava na época. Basicamente, começamos nossa amizade no Facebook. Havia muitas perguntas, conversas profundas e significativas, que eram tão fáceis de ter protegidas pela segurança dos nossos computadores. Passamos cerca de seis meses nos conhecendo, aprendemos tanto em um espaço de tempo tão curto.
Desde então, passamos por tanta coisa juntas, negociamos tanta coisa para encontrar algo que funcionasse para nós como co-mães.

Nosso filho está prestes a fazer 11 anos, concorrendo para ser capitão na escola e tem uma namorada (ou duas). Provavelmente, eu t enviei umas 45 mensagens esta semana e te vi ao menos umas quatro vezes pessoalmente, e não foi por conta da coparentalidade, mas porque você é a minha melhor amiga e nós temos muito para discutir.

Você é altruísta, empática e espirituosa. Seu senso de humor é sua qualidade que mais gosto (embora, você pareça reservada em um primeiro momento, até que você se sinta completamente confortável). Você é a pessoa mais indulgente que já conheci (com uma boca que não conhece filtros, estou sempre me desculpando). Você entende o que digo e, o mais importante, o que eu não digo. Você me estendeu a mão em muitos momentos difíceis e me encorajou a me manter forte e seguir na direção certa. Te admiro e admiro a sua força emocional e determinação.

Obrigada por me deixar entrar em sua vida, por confiar em mim e me dar a oportunidade de criar uma criança contigo. Quando me apaixonei pelo seu filho, nunca imaginei que encontraria uma alma gêmea na mãe dele. Feliz aniversário!”

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