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Mãe de menino que desmaiou na escola desabafa

Mãe de menino que desmaiou na escola desabafa, cuido de seis filhos e estou desempregada, a fome faz parte do dia a dia da família.

Um triste caso chocou todo o país nesta semana. Um menino de oito anos desmaiou de fome em uma escola pública no Distrito Federal. A escola não oferece almoço para os alunos apenas um lanche às 15:30 e ele tem somente biscoito e suco.

A criança mora no Paranoá Parque, um empreendimento do Minha Casa, Minha Vida. Como não há colégio público no local, as 250 crianças do condomínio percorrem 30 quilômetros, todos os dias, para frequentar a escola. Muitas delas saem antes do horário do almoço e vão para a escola sem comer.

Quando o menino desmaiou a professora chamou o SAMU. “A gente chamou o Samu. Quando o Samu chegou e fez o atendimento, e viu que era fome, até o rapaz praticamente chorou”, contou a professora Ana Carolina Costa, que dava aula para a criança que sofreu o desmaio, em entrevista ao portal G1. Quando recobrou os sentidos o menino contou qual havia sido sua última refeição: um prato de mingau de fubá, comido no dia anterior.

Mãe de menino que desmaiou na escola desabafa

MENINO QUE DESMAIOU
Mãe de menino que desmaiou na escola

Agora, a mãe do menino, Leidiane Amorim, de 29 anos, desabafou sobre a difícil situação em que vive com seus seis filhos. Ela cuida de seis filhos, está desempregada e um outro filho seu mora com a avó no Ceará. “Eu sou o pai e a mãe deles. Sou tudo ao mesmo tempo”, disse ela em entrevista ao portal G1.

Leidiane vivia com a família em um barraco em uma área invadida no Noroeste, região nobre do Plano Piloto, em Brasília. Como estava perto do centro da capital, ela trabalhava como catadora de lixo reciclável. Há um ano foi contemplada com um apartamento do programa Minha Casa Minha Vida no Paranoá Parque e se mudou para o condomínio, a 28 km da área central.

No condomínio, moram cerca de 6 mil famílias, mas não há escola. Por conta disso, os filhos de Leidiane, assim como outras 250 crianças – todas de famílias de baixa renda – estudam no Cruzeiro, que fica a 30 km de distância. Também não há emprego na região, dizem os moradores que receberam as chaves do programa habitacional.

Leidiane recebe R$ 946 de programas assistenciais. Aos prantos, ela explicou que não consegue pagar todas as contas e ainda comprar roupas e comida para os seis filhos com idades entre 2 e 13 anos. “São R$ 138 de água e condomínio, R$ 80 da parcela [do apartamento], a energia vem um absurdo, vem R$ 70 ou R$ 80”.

De acordo com a filha mais velha de Leidiane, 13 anos, é comum ela e os irmãos irem para a escola com fome. “A barriga da gente fica doendo de tanta fome . A gente fala pra professora, mas ela não tem como resolver.”

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