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Homem se desespera ao perder segundo filho por afogamento em SP: ‘Não desejo essa dor a nenhum pai’

Homem se desespera ao perder segundo filho por afogamento em São Paulo e desabafa: ‘Não desejo essa dor a nenhum pai’.

Carro dirigido pelo dentista capotou depois que bater em uma capivara e foi parar dentro de represa.

O Rapaz e namorada conseguiram sair do veículo pelo teto solar, mas logo então o carro desapareceu na água.

Ao ficar sabendo da morte do filho por afogamento depois do acidente de trânsito na noite de domingo (22) entre São Joaquim da Barra (SP) e Guará (SP), o pai do Luan que era dentista e tinha 30 anos, entrou em desespero.

Pois há 17 anos, Paulo Sérgio Farchi perdeu a filha, então com 11 anos, afogada em um açude durante uma festa de confraternização. Nesta segunda-feira (23), ao acompanhar os trabalhos de resgate, Farchi não se conteve ao reviver todo o sofrimento.

“Infelizmente, nós perdemos dois filhos da mesma forma: na água. Eu não desejo essa dor para nenhum pai”, disse.

SEGUNDO FILHO POR AFOGAMENTO
Perda do segundo filho por afogamento

Capotagem e afogamento, segundo filho por afogamento

O veículo capotou depois desceu um barranco e foi parar dentro de uma represa. Segundo Arnaldo Farchi, tio de Luan, o casal conseguiu sair do carro pelo teto solar, mas não sabia nadar.

“Os dois estavam em pé em cima do carro e alguém que estava atrás parou para ajudar. Conseguiu socorrer a menina e ele [Luan] ficou esperando em cima do carro, mas quando foram socorrer ele já tinha afundado e não conseguiram mais encontrá-lo.”

Os bombeiros iniciaram às buscas ainda durante a noite, mas Luan só foi localizado na manhã desta segunda, já sem vida.

A cachorra da vítima, que também estava no carro, conseguiu se salvar e foi achada pela manhã às margens da represa. O corpo do dentista foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ituverava (SP).

Sofrimento

Muito abalado, o pai disse que é difícil superar a perda de um filho imagina sendo o segundo filho por afogamento. A filha do meio morreu em dezembro de 1999, quando participava de uma confraternização de fim de ano da escola.

Na época, Paulo Sérgio, relata que Luan havia viajado junto com a irmã, um ano mais nova, para tomar conta dela, mas se distraiu com o videogame enquanto a menina nadava com colegas em um açude. Outras duas pessoas que tentaram socorrer a criança também morreram.

“Está todo mundo inconformado, porque ele [pai] não se recuperou até hoje da outra tragédia. Imagine mais uma situação dessa? Um moço novo, formado em odontologia e já trabalhando em Franca, com uma carreira profissional maravilhosa”, lamentou o tio da vítima.

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