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Grávida que teve pedido para interromper gravidez negado pelo Supremo faz aborto na Colômbia

Grávida que teve pedido para interromper gravidez negado pelo Supremo faz aborto na Colômbia, leia toda a matéria e entenda.
Rebeca Mendes Silva viajou para Bogotá com passagem e hospedagem pagos por uma ONG e fez o aborto numa clínica particular. Na Colômbia, é permitido interromper a gravidez para resguardar a ‘saúde mental’ da mãe.

Com nove semanas de gestação e nenhuma previsão de resposta definitiva do Judiciário brasileiro sobre o pedido que fez para realizar um aborto, Rebeca Mendes Silva tomou uma decisão sem volta –fez o procedimento de interrupção da gravidez de forma legal, na Colômbia.

Em entrevista à BBC Brasil, ela se disse segura sobre a escolha de não seguir adiante com a gestação. “Me sinto muito aliviada de ter seguido por esse rumo. Por estar onde estou agora. Não sinto tristeza, não me sinto angustiada. Me sinto aliviada por estar onde estou.”

A possibilidade de abortar na Colômbia surgiu quando foi convidada para participar de um seminário em Bogotá organizado pelo Clacai (Consórcio Latinoamericano contra o Aborto Inseguro), uma ONG voltada à pesquisa sobre direitos reprodutivos.
Passagem e hospedagem foram pagos por essa organização. “Houve um convite para eu vir para a Colômbia, para participar de uma reunião com essa associação. Eles nos convidaram para vir, por eu ter sido a primeira mulher na América Latina que entrou no Judiciário com procedimento para ter direito ao aborto”, contou.

“Eu aproveitei que aqui é legalizado e realizei o procedimento, com medo de uma demora ou negativa do Judiciário brasileiro.”

Grávida que teve pedido para interromper gravidez negado pelo Supremo

GRÁVIDA QUE TEVE PEDIDO
Grávida que teve pedido para interromper gravidez

Rebeca conseguiu realizar o procedimento na Colômbia sob o argumento de que seria importante para resguardar sua saúde psíquica. Chegou a Bogotá na terça (5), com um laudo médico atestando que se encontrava num quadro de ansiedade e estresse que poderia evoluir para “depressão moderada ou grave”.

A BBC Brasil teve acesso ao documento. Nele, a psiquiatra Wilza Vieira Villela diz: “Somos favoráveis que se faculte à Sra Rebeca Mendes Silva Leite o direito de interromper a atual gestação, protegendo assim a sua saúde mental, a dos filhos, e ainda evitando que nasça uma criança marcada pela rejeição materna e paterna e pelos graves prejuízos emocionais que tal situação acarreta.”

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